Skip to content

Críticas “Visions Of Solitary Branches”

‘Diário de Notícias’
“(…) Trovas de Outono, de amores desfeitos ou feitos em excesso, cidades cinzentas e dias chuvosos. Formas essencialmente acústicas, da balada de quatro acordes ao desenho próximo do mantra oriental. Partindo da simplicidade instrumental que confere corpo às canções, Filipe Miranda vai acrescentando cores e desconstruindo estruturas, através dos sons menos prováveis.” – Tiago Pereira

‘Público’
“The Partisan Seed ou o regresso  ao âmago da canção:
(…) ‘Visions Of Solitary Branches’, o primeiro álbum a solo de Filipe Miranda, lançado em Dezembro de 2006, revela um compositor original no contexto da música portuguesa: com guitarra, ou piano, Filipe Miranda é um compositor de canções despojadas e íntimas, intensamente instrumentais, acompanhadas de letras melodiosas.” – André Jegundo

‘Sound+Vision’
“Há poucos meses, o projecto revelava-se como uma das mais apetitosas ‘novidades’ presentes no suculento caldeirão mp3 que Henrique Amaro coleccionou em ‘Acorda!’. Integrado no lote que abre a actividade da editora Transporte de Animais Vivos (ligada às Quasi Edições), a confirmação de mais um talento “trovadoresco” de novo milénio. Aqui esvoaçam as genéticas habituais no género (em The Old Garden, o melhor episódio do alinhamento, ecoando a memória de um Nick Drake)l. Filipe Miranda doseia melancolias, mas não fecha a janela a pontuais raios de luz. E ‘Visions Of Solitary Branches’ oferece, cortesia de uma discreta paleta de colaborações instrumentais e vocais, quadros profundamente pessoais onde a monotonia não se instala nunca. Um belo depoimento de estreia, sem dúvida.” – Nuno Galopim

‘O Primeiro de Janeiro’
“Quando se soube que, depois de ‘Fantôme: Intro Das Waltz’ (2003), um dos mais inspirados trabalhos de estética alternativa alguma vez feitos cá no burgo, o colectivo Kafka se extinguiu, podia adivinhar-se que Filipe Miranda não fecharia aí a loja. Havia (e há) no mentor e vocalista da banda barcelense um talento raro para escrever hinos da melancolia e canções de honestidade arrepiante. Essa faceta é ainda mais sentida em ‘Visions of Solitary Branches’, uma colecção de composições espartanas, instrumentalmente frugais e construídas em torno da voz. Os sons que a suportam, sejam do esqueleto da guitarra (amante inescusável de qualquer trovador solitário que se preze), sejam dos apoios sonoros ocasionais, seguem os tons enleantes do canto, sempre hipnótico e suspenso, portador de um discurso que vai além das palavras. Há alma nestas canções que, sendo despidas de artifícios, se resumem a um minimalismo próprio do género, mas nunca deixam de ser consequentes. Música que nos faz assim recostar e pesar as pequenas coisas da vida é docemente perturbante… é difícil prescindir de ‘Visions of Solitary Branches’.” – A.C.

‘Music PLPT’
“As Visions of Solitary Branches makes its intro, delicate acoustic guitar tunes move, calmly, towards us, so as to introduce us to what’s next. The melodic sounds, the sometimes sad and melancholic voice of Filipe Miranda and the delicate and slightly shy sounds coming out of the gently handled guitar, take us to an album that cohabits in similar universes to those of Leonard Cohen and Nick Drake.
‘Visions of Solitary Branches’ is Filipe Miranda’s debut album as The Partisan Seed. After the adventures under the name of Kafka, he has returned with Visions of Solitary Branches. Here we find 14 songs that ought to be listened quietly and with the lights low…
These are songs of reflection…. these are songs that welcome those rainy Autumn nights… Filipe takes us into his personal world…. simple, sincere, sometimes made out of several colours, just like those of a rainbow, sharing with us his thoughts, his songs of love and sorrow.
It is difficult to go thru his music and not to get moved by the sincerity coming out of his guitar-driven lyrical proses or by the ambients created by the beauty of You know what I mean, Monica and The Old Garden, some of which featuring the warm and mellow vocal contribution of Lisete Santos.
Having heard before his presentation EP, I am marvelled with his return…. and what a return.” – SKL

‘Rascunho’
“Visions of Solitary Branches – Um disco de um encanto imediato e uma elegância casta:
“As árvores concedem sombra, a música oferece flores primaveris. Pelo céu viajam pedaços de nuvens imaginadas. As pálpebras cedem ao frágil crepúsculo dos pensamentos: os desejos, empacotados, adormecem. O consciente mistura-se com o mundo dos sonhos, embebido de folhas multicolores. Um vento glacial revolve os bolsos à procura de rebuçados e gomas. As sementes que se plantaram sobre as costas empurram o corpo para cima ao mesmo tempo que sussurram ao ouvido palavras libidinosas de amor eterno. Mas o corpo é pesado, não se quer levantar deste universo fantástico de palavras e sons que nos foi roubado. A música é nossa, as palavras são células da nossa pele, os acordes são átomos dos nossos sentidos. E a água continua a correr, indiferente a tudo, por canteiros habilidosamente construídos pela mãe natureza, dona do seu nariz e vontades. O céu, esse, permanece por cima a azular os gestos e amaciar os sorrisos. O vento destapa o corpo e cobre-o com folhas secas que afagam delicadamente as linhas e curvas das vicissitudes da vida.
Visions of Solitary Branches fala de pessoas, de lugares, de fragmentos do dia-a-dia, compostos magistralmente. Lembra a natureza, mais por sugestão do que por palavras. A sensibilidade e intimidade estão de tal forma presentes que infligem uma sintonia repentina com o álbum. O universo particular das canções é pessoal mas construído de forma tão simples, pura e genuína que o sentimos como nosso. O impulso para a possessão deste trabalho emerge da perversidade natural do homem: isto é bom, gostava de ter sido eu a fazê-lo. Porque dizer coisas belas é falar simples e claro, recorrendo a fórmulas audaciosas. The Partisan Seed conseguiu-o. Porque se insiste que fazer difícil ou complicado é que torna as coisas geniais? Cada canção desperta emoções novas, revela lenha diferente para aquecer a mesma lareira. A profunda sinceridade e verdade aliada a bonitos acordes de guitarra tornam este disco numa obra emergente do actual panorama musical português. O permanente tom nostálgico convida a longos momentos pausados de introspecção… Visions of Solitary Branches é uma obra crua, autêntica e honesta. Talvez por isso quebre as resistências mais imediatas e conduza a caminhos sem mapa. Ainda que o tom melodioso do disco seja quase sempre o mesmo, não dá lugar à acomodação, quase que o poderíamos ouvir ininterruptamente, sem pausas, de um só fôlego, de um atirar-se do abismo e pensar em liberdade. Por que quando se está debaixo de cobertores quentes, não apetece sair.
O álbum abre com ‘visions of solitary branches’, uma composição pequena que serve de introdução ao que nos espera. Segue-se a melhor canção do álbum, ‘the old garden’. A imagem da criança a correr contra a chuva é brutal. O feitiço está lançado: a empatia imediata faz-se nos primeiros minutos. ‘lee, 1997’ escorre água e amor. Se ‘the old garden’ é a melhor canção, lee, 1997 é a mais bonita: enquanto o chuveiro evoca as afeições do coração, as palavras atiçam o desejo de escrever poemas de amor. A seguir toca o telefone e alguém vai atender. mónica lembra o desassossego interior acalmado por abraços confidentes e esfomeados de paixão.
O vazio é como um buraco negro: infindável. ‘autumn sky’ é a confirmação definitiva para os sobrolhos levantados que ainda pudessem existir. ‘landscape: the ultimate vision’ encerra a verborreia poética, depois de um silêncio sepulcral. No fim, o preconceito portuguezinho de ‘o bom só se faz lá fora’ morre solteiro.” – Eduarda Sousa

‘Ensino Magazine’
“Em alternativa: The Partisan Seed, ‘Visions of Solitary Branches’, Edições Transporte, 2006.
Apesar de se tratar de uma edição que remonta a finais do ano passado pensámos ser pertinente referir esta edição ainda por frisar nesta secção musical, uma vez pensarmos tratar-se de um registo imperdível pleno de belíssimas canções. The Partisan Seed é o nome de um projecto de pendor mais intimista pela mão de Filipe Miranda, outrora vocalista da banda Kafka oriunda do norte do país. É um álbum que aborda a simplicidade e a singularidade como base de principio. Reveste-se de características acústicas
que nos sugerem um leve tom de country/folk-rock mas é acima de tudo um álbum estéticamente indie, pleno de suavidade e que convida a um diálogo com as palavras carregadas de emotividade. Um bom álbum para ouvir tranquilamente com o objectivo de relaxar o corpo e a mente.” – Daniel Pires

‘Divergências’
“Para muitos a beleza de tudo está na simplicidade. O complexo, o complicado e o difícil nunca é verdadeiramente belo aos olhos daqueles que procuram nas coisas da vida algo estimulante. Pode ser admirado e até motivo de reconhecimento mas nunca algo que desperte emoções imediatas. O simples – criar sons e palavras com sentido e mensagens perceptíveis (no caso da música) – é, por si só, beleza pura e instantânea. E nunca fácil de se conseguir. Necessita de ser trabalhada e pensada em grande mas retocada e orquestrada sem grandes pormenores. Apenas o suficiente. Como um abraço ou um beijo espontâneo. Sabe bem. Nunca se esquece.
As canções que nos tocam e se recordam são assim. Simples e intensas. E ”Visions Of Solitary Branches’ é, todo ele, um álbum simples tendo em conta a concepção de beleza focada anteriormente. É chuva e sol. Jardins com flores e praias com gaivotas. Pessoas e relações. Poemas sobre aquilo que os olhos visionam, os ouvidos ouvem e a consciência percepciona. Canções embaladas por uma voz única que nos confessa um pouco de alguém, neste caso Filipe Miranda, o nome que se esconde na sombra de The Partisan Seed.
As suas composições não são apenas palavras e instrumentos procurando criar imagens e reflexos do quotidiano. Incitam à imaginação e ao interiorizar desse imaginário diário através de espasmos de realidade. Algo que se consegue quase na perfeição em temas como ‘lee, 1997’, ‘koala j.’ ou através do silêncio inicial de ‘landscape: the ultimate vision’.
‘Visions Of Solitary Branches’, mais do que ter aspectos interessantes do ponto de vista da composição e do conceito musical (não se restringe ao típico rótulo folk com laivos de country western melodramático; há um explorar pop que saltita entre os anos setenta e os oitenta do século passado), é um álbum de canções. Curtas. Imediatas. Nada enfadonhas. Viciosas em alguns casos. ‘the old garden’, ‘a desesperate call from london’, ‘drunk song’, ‘did a gun give you a name?’ ou ‘autumn sky’ carregam aos ombros uma boa parte da beleza cancioneira que se descreve no início deste comentário. Todas elas são uma parte do todo que faz deste ”Visions Of Solitary Branches’ uma canção única. Um disco que deveria fazer parte das prateleiras de todos aqueles que se dizem apreciadores de música. ‘you know what I mean’…” – Jorge Baldaia

‘Rádio Universidade de Coimbra’

” ‘Visions Of Solitary Branches’ é um disco intimo. De uma rara beleza. Sofrido. 14 canções saídas da alma de Filipe Miranda.
(…) Sons quase nus que mostram a canção na sua forma mais pura. Quase sempre a guitarra acústica. O deslizar dos dedos nas cordas arrepia a espinha. (…) Notam-se aqui e ali algumas influências deixadas ainda pelos Kafka, que criam neste disco um ou outro momento mais experimental.
O primeiro disco de The Partisan Seed é feito de uma paz inspiradora. É um disco que mexe com os nossos sentimentos mais fundos.
E quando um disco tem esta capacidade contida dentro de si, é porque tem vida. E são assim as grandes obras. Vivem para além delas. ‘Visions Of Solitary Branches’ chega quase no final do ano. Vem com o frio, para nos aquecer os ossos. Mas chega ainda a tempo de poder ser colocado na lista dos melhores de 2006.” – Nuno Ávila

‘A Trompa’
“Mais do que uma visão, muito mais… uma ideia de certeza.
Chama-se “Visions of Solitary Branches” e é o álbum de estreia de The Partisan Seed. Bela estreia. Quem ouve esta semente a brotar, a espaços, lentamente, não consegue deixar de recuar no tempo e recordar um nome: Kafka.
(…) Era uma visão esperada há quase um ano, após a sentida audição da promo “did a gun give you a name?”…uma visão à qual a realidade das coisas deu corpo, tornando-a palpável, tornando-a acima de tudo sensível. Claro que é um disco sensível. ‘Visions of Solitary Branches’ é um disco pessoal, qual quadro realista, qual fita corrida por onde vão discorrendo episódios da vida, de uma forma simples, aberta, marcada pela introspecção. Pela intimidade, pela crueza, pela liberdade. Sem segredos…
São as palavras, diz o poeta – um qualquer -, são as palavras que também aqui despem a alma do artista, que desvendam os seus mistérios, pensamentos, os seus momentos. A bucolia. A melancolia resultante do pendor marcadamente acústico do disco faz o resto; faz das palavras e sons apensos belas canções, apenas. É isso, 14 belas canções, simples e aconchegantes, como a incrível chuvada que cai em ‘lee, 1997’. Paixões. A ideia de simplicidade que percorre o disco, a razão melodiosa que o faz vibrar, pontuada aqui e ali por pequenos pormenores instrumentais de extraordinário bom gosto, tornam ‘Visions of Solitary Branches’ numa espécie de hino à sinceridade, à verdade, a um estado de alma capaz de se abrir ao mundo e expiar connosco os seus medos, as suas paixões, a sua tristeza, tudo.
Como corre veloz o sangue por The Partisan Seed. É a fluidez da composição aqui exposta, na carnal interpretação que nos é oferecida, que torna o álbum de estreia de The Partisan Seed uma pequena maravilha. São apenas canções, ou como se disse aqui
em tempos. Ouçam e deixem-se levar…” – R.D.

‘Fenther’
“(…) The Partisan Seed, o projecto solitário de Filipe Miranda, faz-nos caminhar calmamente pelas palavras sinceras e por entre as cordas que se soltam da guitarra quase que enfeitiçada. Ofereçam-lhe vontade, ele vos dará alegria sentimental. Assim é ao longo dos 14 temas, onde existe pureza nas palavras de Filipe Miranda. Indescritível! Ouçam-no! Estamos perante a banda sonora perfeita de uma tarde de Outono ou de uma manha de Primavera…
Um toque vocal feminino é adicionado em “lee, 1997″ e a paixão, se ainda duvidosa, dissipa-se dando lugar á certeza! Orgulhamo-nos desse sentimento emitido neste disco que temos em mãos.
O telefone toca… Alguém, em chinelos suaves, vai atender. Ai vem mais uma dose melódica de inspiração. Respirem fundo!’did a gun give you a name?’ o single perfeito para este trabalho onde The Partisan Seed se afirma com ‘Visions of Solitary Branches’, deixando assim, Filipe Miranda e quem o acompanha, no topo da provocação sentimental.
Silêncio que se quebra assim…” – Vitor Pinto

‘DIF Magazine’
“The Partisan Seed é o alter-ego de Filipe Miranda… ‘Visions of Solitary Branches’, o primeiro álbum a solo, revela o seu lado mais íntimo e despido, reflecte o seu modo de estar, fala das pessoas que ama, dos sítios por onde passou …traça o seu auto-retrato.” – Pedro Sousa

‘Kraak FM’
“Quando um dia um disco chega e abanca ao lado da minha aparelhagem e nunca mais dali sai, sempre presente com os álbuns correntes, isto é um óptimo sinal. Neste caso, estou a referir-me do álbum ‘Vision of Solitary Branches’, do mentor do projecto The Partisan Seed, Filipe Miranda.
Gosto destes discos que sabem dar o toque certo na melancolia, sem se tratar de algo profundamente depressivo, com temas cujas letras tocam muitas vezes em vários pontos das vidas passadas de muita gente, em particular da minha.
Uma grande aposta nacional para 2007, sem qualquer pretensiosismo, sem qualquer dúvida, sem qualquer cliché, sem qualquer armarice. Filipe Miranda marca pontos naquilo a que se pode chamar num verdadeiro alternative singer/songwriter ao nível de muitos outros estrangeiros de quem muito se fala… Para quem não conhece, sugiro uma visita urgente.”

Advertisements