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Críticas

‘Diário de Notícias’
“(…) Trovas de Outono, de amores desfeitos ou feitos em excesso, cidades cinzentas e dias chuvosos. Formas essencialmente acústicas, da balada de quatro acordes ao desenho próximo do mantra oriental. Partindo da simplicidade instrumental que confere corpo às canções, Filipe Miranda vai acrescentando cores e desconstruindo estruturas, através dos sons menos prováveis.” – Tiago Pereira

‘Público’
“The Partisan Seed ou o regresso ao âmago da canção:
(…) ‘Visions Of Solitary Branches’, o primeiro álbum a solo de Filipe Miranda, lançado em Dezembro de 2006, revela um compositor original no contexto da música portuguesa: com guitarra, ou piano, Filipe Miranda é um compositor de canções despojadas e íntimas, intensamente instrumentais, acompanhadas de letras melodiosas.” – André Jegundo

‘Sound+Vision’
“Há poucos meses, o projecto revelava-se como uma das mais apetitosas ‘novidades’ presentes no suculento caldeirão mp3 que Henrique Amaro coleccionou em ‘Acorda!’. Integrado no lote que abre a actividade da editora Transporte de Animais Vivos (ligada às Quasi Edições), a confirmação de mais um talento “trovadoresco” de novo milénio. Aqui esvoaçam as genéticas habituais no género (em The Old Garden, o melhor episódio do alinhamento, ecoando a memória de um Nick Drake)l. Filipe Miranda doseia melancolias, mas não fecha a janela a pontuais raios de luz. E ‘Visions Of Solitary Branches’ oferece, cortesia de uma discreta paleta de colaborações instrumentais e vocais, quadros profundamente pessoais onde a monotonia não se instala nunca. Um belo depoimento de estreia, sem dúvida.” – Nuno Galopim

‘O Primeiro de Janeiro’
“Quando se soube que, depois de ‘Fantôme: Intro Das Waltz’ (2003), um dos mais inspirados trabalhos de estética alternativa alguma vez feitos cá no burgo, o colectivo Kafka se extinguiu, podia adivinhar-se que Filipe Miranda não fecharia aí a loja. Havia (e há) no mentor e vocalista da banda barcelense um talento raro para escrever hinos da melancolia e canções de honestidade arrepiante. Essa faceta é ainda mais sentida em ‘Visions of Solitary Branches’, uma colecção de composições espartanas, instrumentalmente frugais e construídas em torno da voz. Os sons que a suportam, sejam do esqueleto da guitarra (amante inescusável de qualquer trovador solitário que se preze), sejam dos apoios sonoros ocasionais, seguem os tons enleantes do canto, sempre hipnótico e suspenso, portador de um discurso que vai além das palavras. Há alma nestas canções que, sendo despidas de artifícios, se resumem a um minimalismo próprio do género, mas nunca deixam de ser consequentes. Música que nos faz assim recostar e pesar as pequenas coisas da vida é docemente perturbante… é difícil prescindir de ‘Visions of Solitary Branches’.” – A.C.

‘Music PLPT’
“As Visions of Solitary Branches makes its intro, delicate acoustic guitar tunes move, calmly, towards us, so as to introduce us to what’s next. The melodic sounds, the sometimes sad and melancholic voice of Filipe Miranda and the delicate and slightly shy sounds coming out of the gently handled guitar, take us to an album that cohabits in similar universes to those of Leonard Cohen and Nick Drake.
‘Visions of Solitary Branches’ is Filipe Miranda’s debut album as The Partisan Seed. After the adventures under the name of Kafka, he has returned with Visions of Solitary Branches. Here we find 14 songs that ought to be listened quietly and with the lights low…
These are songs of reflection…. these are songs that welcome those rainy Autumn nights… Filipe takes us into his personal world…. simple, sincere, sometimes made out of several colours, just like those of a rainbow, sharing with us his thoughts, his songs of love and sorrow.
It is difficult to go thru his music and not to get moved by the sincerity coming out of his guitar-driven lyrical proses or by the ambients created by the beauty of You know what I mean, Monica and The Old Garden, some of which featuring the warm and mellow vocal contribution of Lisete Santos.
Having heard before his presentation EP, I am marvelled with his return…. and what a return.” – SKL

‘Rascunho’
“Visions of Solitary Branches – Um disco de um encanto imediato e uma elegância casta:
“As árvores concedem sombra, a música oferece flores primaveris. Pelo céu viajam pedaços de nuvens imaginadas. As pálpebras cedem ao frágil crepúsculo dos pensamentos: os desejos, empacotados, adormecem. O consciente mistura-se com o mundo dos sonhos, embebido de folhas multicolores. Um vento glacial revolve os bolsos à procura de rebuçados e gomas. As sementes que se plantaram sobre as costas empurram o corpo para cima ao mesmo tempo que sussurram ao ouvido palavras libidinosas de amor eterno. Mas o corpo é pesado, não se quer levantar deste universo fantástico de palavras e sons que nos foi roubado. A música é nossa, as palavras são células da nossa pele, os acordes são átomos dos nossos sentidos. E a água continua a correr, indiferente a tudo, por canteiros habilidosamente construídos pela mãe natureza, dona do seu nariz e vontades. O céu, esse, permanece por cima a azular os gestos e amaciar os sorrisos. O vento destapa o corpo e cobre-o com folhas secas que afagam delicadamente as linhas e curvas das vicissitudes da vida.
Visions of Solitary Branches fala de pessoas, de lugares, de fragmentos do dia-a-dia, compostos magistralmente. Lembra a natureza, mais por sugestão do que por palavras. A sensibilidade e intimidade estão de tal forma presentes que infligem uma sintonia repentina com o álbum. O universo particular das canções é pessoal mas construído de forma tão simples, pura e genuína que o sentimos como nosso. O impulso para a possessão deste trabalho emerge da perversidade natural do homem: isto é bom, gostava de ter sido eu a fazê-lo. Porque dizer coisas belas é falar simples e claro, recorrendo a fórmulas audaciosas. The Partisan Seed conseguiu-o. Porque se insiste que fazer difícil ou complicado é que torna as coisas geniais? Cada canção desperta emoções novas, revela lenha diferente para aquecer a mesma lareira. A profunda sinceridade e verdade aliada a bonitos acordes de guitarra tornam este disco numa obra emergente do actual panorama musical português. O permanente tom nostálgico convida a longos momentos pausados de introspecção… Visions of Solitary Branches é uma obra crua, autêntica e honesta. Talvez por isso quebre as resistências mais imediatas e conduza a caminhos sem mapa. Ainda que o tom melodioso do disco seja quase sempre o mesmo, não dá lugar à acomodação, quase que o poderíamos ouvir ininterruptamente, sem pausas, de um só fôlego, de um atirar-se do abismo e pensar em liberdade. Por que quando se está debaixo de cobertores quentes, não apetece sair.
O álbum abre com ‘visions of solitary branches’, uma composição pequena que serve de introdução ao que nos espera. Segue-se a melhor canção do álbum, ‘the old garden’. A imagem da criança a correr contra a chuva é brutal. O feitiço está lançado: a empatia imediata faz-se nos primeiros minutos. ‘lee, 1997’ escorre água e amor. Se ‘the old garden’ é a melhor canção, lee, 1997 é a mais bonita: enquanto o chuveiro evoca as afeições do coração, as palavras atiçam o desejo de escrever poemas de amor. A seguir toca o telefone e alguém vai atender. mónica lembra o desassossego interior acalmado por abraços confidentes e esfomeados de paixão.
O vazio é como um buraco negro: infindável. ‘autumn sky’ é a confirmação definitiva para os sobrolhos levantados que ainda pudessem existir. ‘landscape: the ultimate vision’ encerra a verborreia poética, depois de um silêncio sepulcral. No fim, o preconceito portuguezinho de ‘o bom só se faz lá fora’ morre solteiro.” – Eduarda Sousa

‘Ensino Magazine’
“Em alternativa: The Partisan Seed, ‘Visions of Solitary Branches’, Edições Transporte, 2006.
Apesar de se tratar de uma edição que remonta a finais do ano passado pensámos ser pertinente referir esta edição ainda por frisar nesta secção musical, uma vez pensarmos tratar-se de um registo imperdível pleno de belíssimas canções. The Partisan Seed é o nome de um projecto de pendor mais intimista pela mão de Filipe Miranda, outrora vocalista da banda Kafka oriunda do norte do país. É um álbum que aborda a simplicidade e a singularidade como base de principio. Reveste-se de características acústicas
que nos sugerem um leve tom de country/folk-rock mas é acima de tudo um álbum estéticamente indie, pleno de suavidade e que convida a um diálogo com as palavras carregadas de emotividade. Um bom álbum para ouvir tranquilamente com o objectivo de relaxar o corpo e a mente.” – Daniel Pires

‘Divergências’
“Para muitos a beleza de tudo está na simplicidade. O complexo, o complicado e o difícil nunca é verdadeiramente belo aos olhos daqueles que procuram nas coisas da vida algo estimulante. Pode ser admirado e até motivo de reconhecimento mas nunca algo que desperte emoções imediatas. O simples – criar sons e palavras com sentido e mensagens perceptíveis (no caso da música) – é, por si só, beleza pura e instantânea. E nunca fácil de se conseguir. Necessita de ser trabalhada e pensada em grande mas retocada e orquestrada sem grandes pormenores. Apenas o suficiente. Como um abraço ou um beijo espontâneo. Sabe bem. Nunca se esquece.
As canções que nos tocam e se recordam são assim. Simples e intensas. E ”Visions Of Solitary Branches’ é, todo ele, um álbum simples tendo em conta a concepção de beleza focada anteriormente. É chuva e sol. Jardins com flores e praias com gaivotas. Pessoas e relações. Poemas sobre aquilo que os olhos visionam, os ouvidos ouvem e a consciência percepciona. Canções embaladas por uma voz única que nos confessa um pouco de alguém, neste caso Filipe Miranda, o nome que se esconde na sombra de The Partisan Seed.
As suas composições não são apenas palavras e instrumentos procurando criar imagens e reflexos do quotidiano. Incitam à imaginação e ao interiorizar desse imaginário diário através de espasmos de realidade. Algo que se consegue quase na perfeição em temas como ‘lee, 1997’, ‘koala j.’ ou através do silêncio inicial de ‘landscape: the ultimate vision’.
‘Visions Of Solitary Branches’, mais do que ter aspectos interessantes do ponto de vista da composição e do conceito musical (não se restringe ao típico rótulo folk com laivos de country western melodramático; há um explorar pop que saltita entre os anos setenta e os oitenta do século passado), é um álbum de canções. Curtas. Imediatas. Nada enfadonhas. Viciosas em alguns casos. ‘the old garden’, ‘a desesperate call from london’, ‘drunk song’, ‘did a gun give you a name?’ ou ‘autumn sky’ carregam aos ombros uma boa parte da beleza cancioneira que se descreve no início deste comentário. Todas elas são uma parte do todo que faz deste ”Visions Of Solitary Branches’ uma canção única. Um disco que deveria fazer parte das prateleiras de todos aqueles que se dizem apreciadores de música. ‘you know what I mean’…” – Jorge Baldaia

‘Rádio Universidade de Coimbra’

” ‘Visions Of Solitary Branches’ é um disco intimo. De uma rara beleza. Sofrido. 14 canções saídas da alma de Filipe Miranda.
(…) Sons quase nus que mostram a canção na sua forma mais pura. Quase sempre a guitarra acústica. O deslizar dos dedos nas cordas arrepia a espinha. (…) Notam-se aqui e ali algumas influências deixadas ainda pelos Kafka, que criam neste disco um ou outro momento mais experimental.
O primeiro disco de The Partisan Seed é feito de uma paz inspiradora. É um disco que mexe com os nossos sentimentos mais fundos.
E quando um disco tem esta capacidade contida dentro de si, é porque tem vida. E são assim as grandes obras. Vivem para além delas. ‘Visions Of Solitary Branches’ chega quase no final do ano. Vem com o frio, para nos aquecer os ossos. Mas chega ainda a tempo de poder ser colocado na lista dos melhores de 2006.” – Nuno Ávila

‘A Trompa’
“Mais do que uma visão, muito mais… uma ideia de certeza.
Chama-se “Visions of Solitary Branches” e é o álbum de estreia de The Partisan Seed. Bela estreia. Quem ouve esta semente a brotar, a espaços, lentamente, não consegue deixar de recuar no tempo e recordar um nome: Kafka.
(…) Era uma visão esperada há quase um ano, após a sentida audição da promo “did a gun give you a name?”…uma visão à qual a realidade das coisas deu corpo, tornando-a palpável, tornando-a acima de tudo sensível. Claro que é um disco sensível. ‘Visions of Solitary Branches’ é um disco pessoal, qual quadro realista, qual fita corrida por onde vão discorrendo episódios da vida, de uma forma simples, aberta, marcada pela introspecção. Pela intimidade, pela crueza, pela liberdade. Sem segredos…
São as palavras, diz o poeta – um qualquer -, são as palavras que também aqui despem a alma do artista, que desvendam os seus mistérios, pensamentos, os seus momentos. A bucolia. A melancolia resultante do pendor marcadamente acústico do disco faz o resto; faz das palavras e sons apensos belas canções, apenas. É isso, 14 belas canções, simples e aconchegantes, como a incrível chuvada que cai em ‘lee, 1997’. Paixões. A ideia de simplicidade que percorre o disco, a razão melodiosa que o faz vibrar, pontuada aqui e ali por pequenos pormenores instrumentais de extraordinário bom gosto, tornam ‘Visions of Solitary Branches’ numa espécie de hino à sinceridade, à verdade, a um estado de alma capaz de se abrir ao mundo e expiar connosco os seus medos, as suas paixões, a sua tristeza, tudo.
Como corre veloz o sangue por The Partisan Seed. É a fluidez da composição aqui exposta, na carnal interpretação que nos é oferecida, que torna o álbum de estreia de The Partisan Seed uma pequena maravilha. São apenas canções, ou como se disse aqui
em tempos. Ouçam e deixem-se levar…” – R.D.

‘Fenther’
“(…) The Partisan Seed, o projecto solitário de Filipe Miranda, faz-nos caminhar calmamente pelas palavras sinceras e por entre as cordas que se soltam da guitarra quase que enfeitiçada. Ofereçam-lhe vontade, ele vos dará alegria sentimental. Assim é ao longo dos 14 temas, onde existe pureza nas palavras de Filipe Miranda. Indescritível! Ouçam-no! Estamos perante a banda sonora perfeita de uma tarde de Outono ou de uma manha de Primavera…
Um toque vocal feminino é adicionado em “lee, 1997″ e a paixão, se ainda duvidosa, dissipa-se dando lugar á certeza! Orgulhamo-nos desse sentimento emitido neste disco que temos em mãos.
O telefone toca… Alguém, em chinelos suaves, vai atender. Ai vem mais uma dose melódica de inspiração. Respirem fundo!’did a gun give you a name?’ o single perfeito para este trabalho onde The Partisan Seed se afirma com ‘Visions of Solitary Branches’, deixando assim, Filipe Miranda e quem o acompanha, no topo da provocação sentimental.
Silêncio que se quebra assim…” – Vitor Pinto

‘DIF Magazine’
“The Partisan Seed é o alter-ego de Filipe Miranda… ‘Visions of Solitary Branches’, o primeiro álbum a solo, revela o seu lado mais íntimo e despido, reflecte o seu modo de estar, fala das pessoas que ama, dos sítios por onde passou …traça o seu auto-retrato.” – Pedro Sousa

‘Kraak FM’
“Quando um dia um disco chega e abanca ao lado da minha aparelhagem e nunca mais dali sai, sempre presente com os álbuns correntes, isto é um óptimo sinal. Neste caso, estou a referir-me do álbum ‘Vision of Solitary Branches’, do mentor do projecto The Partisan Seed, Filipe Miranda.
Gosto destes discos que sabem dar o toque certo na melancolia, sem se tratar de algo profundamente depressivo, com temas cujas letras tocam muitas vezes em vários pontos das vidas passadas de muita gente, em particular da minha.
Uma grande aposta nacional para 2007, sem qualquer pretensiosismo, sem qualquer dúvida, sem qualquer cliché, sem qualquer armarice. Filipe Miranda marca pontos naquilo a que se pode chamar num verdadeiro alternative singer/songwriter ao nível de muitos outros estrangeiros de quem muito se fala… Para quem não conhece, sugiro uma visita urgente.”

‘Colawa’
“The Partisan Seed – Indian Summer: The warmth of the afternoon is what we need to pause with music. (…) ‘Ofelia (again) ‘, the first single – with lead singer Filipe Miranda using a low voice (kind of a Bob Dylan feeling) – may be a showing of grief, with a girl giving the song the strength that makes you think of a combination like Damien and Lisa (…) The Partisan Seed’s guitar and piano aspects of the interpretation leave a very good impression…” – Chu Ting

‘Ondacero Radio’
“En un local de Vigo esccuche a los portugeses The Partisan Seed / Indian Summer: realmente quede asombrado por el sonido de este grupo y si vosotros los oyerais estarias de acuerdo conmigo.” – Juan F.

‘Rádio Universitária do Minho’
“O final do ano de 2008 trouxe mais um belíssimo disco a acrescentar à colheita nacional. Os Partisan Seed, o projecto com cariz mais pessoal de Filipe Miranda, constituem um compromisso artístico de sinceridade e de descomprometimento e, acima de tudo, de grande qualidade.
Uma base acústica que por vezes nos remete para a folk mais melancólica, mas cujos contornos e silhuetas nos trazem aromas exóticos, com influências do mediterrâneo.
Liricamente rico, Filipe Miranda inspira-se na Literatura, nos sonhos, na religião, na dura realidade que o rodeia. É um disco de canções simples e, recorrendo às próprias palavras de Filipe Miranda, ‘abrigam mensagens subtis, como se fossem palavras de uma espécie de muezzin que reza muito baixinho’. Uma subtileza encantantória que nos pede a atenção e o silêncio. Os deuses cantam pouco (if you know the gods who made all the laws / ask them to sing a little bit more, em ‘Sound, we make sound’). Mas ainda restam os anjos.” – Sérgio Xavier

‘Divergências Sonoras’
” ‘Indian Summer’, através da sua melancolia e poesia introspectiva que rivaliza com o génio de Leonard Cohen, vem confirmar a grandeza de ‘Visions Of Solitary Branches’.
Filipe Miranda, voz dos extintos Kafka, é o compositor que por estas alturas merece uma aclamação tão genuína quanto a grandeza destes dois registos.” – Filipe Brito

‘Santos da Casa’
” ‘Indian Summer’ é um disco intenso. Bom para escutar nestes dias frios e chuvosos de inverno. É um registo que nos aquece a alma. São 10 faixas, pura filigrana, em que Filipe Miranda se volta a afirmar como um dos cantautores portugueses de maior talento.
Por entre uma guitarra acústica, ou as notas de um piano, Filipe Miranda coloca a sua voz, oferecendo-nos canções de tons folk, que passeiam calma por entre as suas notas. É de facto este lado mais acústico da música dos The Partisan Seed, que nos inspira paixões. Mas não se pense, que por ser assim, esta música é facilitista. Filipe Miranda recheia cada uma das suas obras de arte com excelentes pormenores. E chega mesmo a arriscar ao trazer para dentro deste disco um tema mais dark-folk, de nome ‘La Ultima Piedra De Una Novena’, a lembrar o seu anterior projecto Kafka.
Apesar de muito coeso, este disco tem duas estrelas que brilham um pouco mais que as outras e por isso foram escolhidas para singles. Refiro-me a ‘Ofelia (Again)’ onde Filipe é ajudado pela terna voz de Charity Carleton e ‘Judy (Somewhere)’ onde um piano nos embriaga os sentidos.
É fácil de perceber que ‘Indian Summer’ é um disco obrigatório, muito em especial para aqueles ouvidos apurados, que sentem que as canções devem ser despretensiosas, leves e acolhedoras. Enfim, para aqueles que gostam de uma boa canção em carne viva.
Filipe Miranda, nestes seus The Partisan Seed, oferece-nos o seu lado mais egoísta enquanto criador. São 10 temas que lhe saltam vivos das veias. Do outro lado, nós enquanto fruidores, só temos a agradecer a forma como o Filipe se entrega a cada tema. Música desta quer-se eterna…” – Nuno Ávila

‘A Trompa’
“É uma experiência que saudavelmente se vem repetindo. Felizmente. Falo do regresso aos discos de The Partisan Seed – de uma forma ou de outra. Pegando já em “Indian Summer”, ouvir The Partisan Seed é como participar num diálogo que nos é próximo; mais do que isso, é participar num diálogo com alguém que nos é íntimo. É a ideia de intimidade a atravessar de novo a arte de The Partisan Seed. Parece que nos sopra ao ouvido, que sentimos a sua respiração, tão perto parece estar Filipe Miranda. Fala baixinho, trata-nos por tu enquanto dá cor às suas palavras com uma música tão simples como luminosa . Bem vindos a “Indian Summer,” o último álbum de The Partisan Seed.
Em boa verdade, esteticamente, não é sequer um disco muito diferente do anterior “Visions of Solitary Branches” (Transporte de Animais Vivos, 2006). Sobressai, é certo, a enorme segurança como Filipe Miranda apresenta cada faixa de “Indian Summer”; a honestidade depositada em cada tema que escreve e interpreta. Sem pressas nem recuos, este é um disco cheio de cor, um disco outonal ainda preso à luz do verão. São 10 novos temas bem embalados por cativantes melodias e palavras suspiradas com uma inabalável naturalidade. Menos autobiográfico e mais ficcional que o anterior registo, são histórias que prosseguem o seu caminho. Um caminho de proximidade.
Sozinho e parecem tantos. E são mesmo. Tal como acontecera no anterior disco, The Partisan Seed diversifica a sua abordagem convidando um sem número de amigos para o ajudar a contar as suas histórias. Entre novos e amigos de sempre, é extensa a lista de convidados de “Indian Summer”. (…) Um pequeno mundo. Mais um registo de grande beleza acústica.” – Rui Dinis

‘Milésima Janela’
“Dos melhores sons que escutei ultimamente. Português. “Indian Summer” é um disco a ter muito em conta.” – Man Next Door

‘Jornal de Barcelos’
Dois anos depois do belíssimo ‘Visions Of Solitary Branches’, The Partisan Seed regressa agora com ‘Indian Summer’, um disco mais íntimo, mas tão ou mais belo que o anterior.
Em dez temas, Filipe Miranda, o homem por detrás do projecto The Partisan Seed, prova a cada tema, a maturidade conquistada ao longo dos anos como escritor e compositor de canções de natureza folk. E faz desta a sua natureza base, estendendo-a a participações bem sucedidas, comprovando-o no dueto com a australiana Charity Carleton em ‘Ofelia (again)’, o segundo single extraído de Indian Summer. Realce, impossível de passar despercebido, para o Spoken Word de Abel Hernandéz (Ex-Migala, El Hijo) em ‘La Ultima Piedra de Una Novena’. Para pérola do disco, ‘Judy (somewhere)’ enche-nos o coração com alma e vontade de não a querer voltar a perder. Com o toque de cada um dos convidados, The Partisan Seed fabricou um disco firme e seguro de si, talvez o mais simplista e minimalista da sua já considerável longa carreira como músico, onde as canções acústicas, transformam-se em temas cheios de vida a cada audição. Um álbum para desfrutar em repetições sucessivas durante este Outono, até um próximo trabalho do músico, novamente, agarrar-nos ferozmente.” – I.M.

‘Fenther’
“The Partisan Seed regressou no final de 2008 com mais um excelente disco, mais uma mão cheia de canções puras e repletas de encanto.
Filipe Miranda não sabe fazer canções más ou menos boas… Ele tem o poder e a fantasia de criar ilusões e sentimentos, que por sua vez são expostos em grandes canções como se pode confirmar em mais um registo da aventura The Partisan Seed. A colecção de pérolas desta vez intitula-se «Indian Summer».
(…) Estejam atentos a este músico barcelense, e a todos os seus projectos, pois uma mão de Filipe Miranda, é sinal de perfeição e encanto!” – Vitor Pinto

‘4thefun’
“Conhecia os dois trabalhos do Filipe Miranda aka The Partisan Seed. Convenceu-me plenamente. Um nome a reter. Uma mais valia na nova musicalidade portuguesa – com cheiro a internacional, sem dúvida.” – Tsiwari

‘A Ferro e Fogo’
“O som da banda é um folk rock… na verdade uma mistura de folk rock, com rock progressivo meio psicodélico…
Um trabalho perfeito, instrumental muito bom com destaque para o violão… fazia tempo que não escutava um violão tão bem tocado… e também para os arranjos de teclado, muito bem feitos. Já o vocal é um detalhe a parte, muito bom mesmo…
Recomendadíssimo… som calmo, porém de qualidade acima da média, mostrando uma vertente do rock, muitas vezes com forte apelo comercial, mas esta canta com a alma mesmo… vale a pena!” – Binsk


‘Faro de Vigo’
“La música de The Partisan Seed bebe del Indie acústico inglés, pero también del fino lirismo de Leonard Cohen o de la sonoridad íntima de Nick Cave: es música que transmite, que dice cosas.”


‘José Luís Peixoto’
“A beleza de Indian Summer é de tipo indiscutível (…) A beleza de Indian Summer é imediata. Essa aparente facilidade não é uma desvantagem em nenhum momento – só um espírito muito mal habituado poderia considerar, qualquer forma de beleza, como uma desvantagem. Na verdade, a rapidez com que se reconhece essa beleza não significa que seja fácil de fazer ou, sequer, quando se aprofunda, de interpretar (…) A clareza deste trabalho é total, tanto na melodia como no silêncio. O resultado é excelente – nenhuma dúvida no uso deste adjectivo. E aquilo que mais me incomoda é saber que este álbum saiu em 2008 e só agora, quatro anos depois, me chegou às mãos. Por que caminhos enviesados andámos, eu e este Indian Summer, para só agora nos cruzarmos?”

‘Público’
“(…) a liberdade, o intimismo e a melancolia das canções.”

‘JPN’
“O novo disco é “SpiritWalking”, o terceiro álbum de longa duração do artista, depois de “Indian Summer” (2008) e “Visions of Solitary Branches” (2006), e traz-nos uma complexidade de sentimentos nus e crus com uma sonoridade limpa, leve e simples.” – Liliana Pinho

‘Bodyspace’
“The Partisan Seed, o alter-ego do barcelense Filipe Miranda, tem novo disco entre mãos. SpiritWalking é o último capítulo de uma trilogia iniciada em 2006 com Visions Of Solitary Branches e continuada em 2008 com Indian Summer, partes de um percurso tem valido a Filipe Miranda nos últimos anos a distinção como escritor de canções a ter em conta a cada momento. O novo álbum, totalmente composto durante o ano de 2010 (com excepção de “The First Rays Of Light”, que o acompanha desde 1999), é, como sempre, um trabalho de profundo intimismo e confissão.” A.G. / “Inspirado muitas vezes na beleza da simplicidade conta-nos desilusões, feridas, impressões e reminiscências de uma infância passada. SpiritWalking é então um hino à reflexão, à tomada de consciência, à serenidade mas não ao passivismo, e sobretudo, à vida.” – Alexandra João Martins

‘Podia Netherlands’
The Partisan Seed is the alter ego of Portuguese singer/songwriter Filipe Miranda, who surprised me earlier with his album “Indian Summer” from 2008, with the beautiful songs “Ditch” and “Portuguese Migration Song”. (…) “SpiritWalking” goes where the previous album left off. The Partisan Seed drinks from the source of (mostly British) acoustic indie pop, but combines that with strong use of texts, sometimes the level of Leonard Cohen and Nick Cave. (…) “SpiritWalking” offers a desolate, very limited, sometimes deceptively simple, musical interpretation, which accommodates the warm voice of Filipe Miranda. Opener “Our Last Spring?” sets the tone for the album, with the undisputed highlights “The First Rays of Light” and “Morning Star”.

‘Radio Universidade de Coimbra’
“Filipe Miranda nunca nos enganou. Desde os tempos dos extintos Kafa que se tem mostrado um autor de refinados créditos. Neste seu novo registo volta a presentear-nos com mais algumas canções, nove, de elevadíssima qualidade. São canções simples, as que por aqui escutamos. Temas com arranjos certeiros, que deixam vir ao de cima o lado mais acústico que as viu nascer. (…) Neste registo, voltam a estar em grande, e que criam uma atmosfera de tal forma íntima entre nós e eles que é difícil fugir a este encanto. E de facto o nosso espírito passeia, por entre campos amarelecidos pelo trigo. Paisagens iluminadas por uma lua bem redonda. Deixemo-nos ir…” – Nuno Ávila

‘Foro’
“The Partisan Seed es el proyecto musical en solo de Filipe Miranda, músico ya con un pasado importante en la música nacional (ha integrado, y todavía integra, otros proyectos musicales), que este año ha regresado a los discos sacando este “SpiritWalking”, 3º disco de originales de este proyecto musical, formado en 2005 en la ciudad de Barcelos. Filipe Miranda tiene en The Partisan Seed su faceta más acústica, direccionada para una indie folk de influencia norteamericana, por oposición a su faceta más “eléctrica” y “rockera” cuando integrado en las otras bandas (Kafka, Interm.Ission, etc). / En este “SpiritWalking” Miranda vuelve a ofertar más un conjunto de canciones de extremo buen gusto, con una estructura simples y arreglos delicados, que tornan su audición en una experiencia extremamente agradable, contribuyendo también para eso una forma de cantar casi hipnótica, que es ya una de sus características distintivas. Es un disco para sorber despacio y si posible, tomando la atención a las palabras.” – ND

‘Jornal de Barcelos’
“(…) É difícil não ficar rendido à beleza das melodias traçadas por Filipe Miranda. (…) Em The Partisan Seed tudo soa a simples. Sem complicações, nem problemas. Como que um passaporte para a felicidade absoluta através da música. É um trabalho honesto, sem pretensões de responder a grandes questões humanas ou arvorar-se em algo que não é. Filipe Miranda escreve sobre as suas memórias de infância, sobre a sua rua, sobre coisas que o marcam ou apaixonam. E, assim, também facilmente nos apaixonámos pela música.” – Pedro Luís Silva


‘Rock Rola’
“SpiritWalking encerra um ciclo no projecto a solo do Kafka Filipe Miranda. Sem amarras ou pressas, Filipe demora o tempo necessário para tornar a sua obra – não de arte, mas sim de tudo o que é vida – intemporal. Usar a palavra “belo” para descrever o que aconteceu com Visions Of Solitary Branches ou Indian Summer, depois de tantas rodagens, será consensualmente pouco. E o mesmo acontecerá, logo nas primeiras audições, de SpiritWalking. Este é dos tais discos que não colocaremos naquela época influente e gloriosa de Cohen ou Drake, nem no ano em que o cantautor folk barcelense o lançou. Este é um disco do tempo em que o colocamos a tocar, e cada vez que o fazemos, o momento é dele, todo dele, como o será da próxima vez. Como se não bastasse, a corrente que vem de dentro diz-nos que o devemos abraçar como se da última vez se tratasse. E que gigantismo terá a força do nosso espírito para fazer frente a um disco assim? Pouco ou nada. É só um passeio e não há que temer andar quando se está parado.” – Ilídio Marques


‘Experimentaculo’
“Um disco de canções, de um indie-folk refinado e arranjos certeiros, de um dos cantautores mais talentosos de Portugal.”


‘Fenther’
“The Partisan Seed… Uma grande voz, grandes canções e uma vez mais, um grande disco. A suavidade dos temas vão saltando aqui e ali e no final, temos um Filipe Miranda glorioso e cheio de inspiração…”


‘MdF’
“A longevidade da presença de Filipe Miranda na música nacional só tem uma explicação: a sua qualidade enquanto singer-songwriter. As paixões de verão dificilmente encontrarão lugar mais bonito que as paisagens descritas em SpiritWalking.”

‘A Trompa’
“É sempre um prazer, descobrir um novo disco de The Partisan Seed (um projecto pessoal de Filipe Miranda); “Angels On The Boardwalk” é já o seu quarto álbum. E não se julgue que é um prazer motivado por uma qualquer grande surpresa. Não é. Mas é um prazer que se renova e que advém única e simplesmente do facto de ser apenas mais um disco de The Partisan Seed. E este apenas, é um apenas do tamanho do mundo. A música de The Partisan Seed é como um eterno encantamento, um aconchego forte, um abraço que se vai apertando a cada faixa. “Angels On The Boardwalk” não é diferente, é um mergulho íntimo e solitário que se quer partilhado. Um mergulho guiado pela voz envolvente de Filipe Miranda e por uma folk única de cores várias e cenários rendilhados. É um prazer.”

‘Morrazoaldía’
“The Partisan Seed viene con su último trabajo, titulado “Angels on the Boardwalk” (…) Canciones de un estilo difícilmente clasificable que destacan por la profundidad de sus letras y la intensidad de la atmósfera musical que las acompaña.”